
Como me prometera, Mila passou a me escrever todo mês. Em uma de suas cartas, ela confidenciou, em um bilhete à parte:
_Irina, quero que rasgue este bilhete quando acabar de ler. Guarde-o na memória. Estou aprendendo latim e grego, com irmã Helena. É ela quem lê a bíblia para as demais irmãs. Porém, está muito idosa, por isso está me preparando para substituí-la. A maior parte das irmãs sequer sabe ler o vernáculo, por isso o convento logo precisará de uma nova leitora e tradutora.
Tudo o que aprender, passarei a você em minhas cartas. Assim poderemos trocar nossos segredos em plena segurança. Confio em você, Irina, pois sei que não tem a carolice de Vladia. Sei que não comentará com ninguém o que lhe confidenciar. Seja uma leitora atenta, pois terei de lhe transcrever mesmo a pronúncia das palavras. Espero que seja agora uma boa aluna e não mais a menina preguiçosa e birrenta que foi quando lhe ensinei as primeiras letras.
De sua irmã que tanto a ama, Mila.
Chorando, prometi a mim mesma que não seria mais preguiçosa e aprenderia com afinco e disciplina. Para memorizar melhor a pronúncia, passei a ir à todas as missas na capela. Vladia ficou muito feliz com esta atitude, pensando que esquecera minha revolta contra a religião. Mal sabia ela o quanto eu detestava aquelas missas. Não apenas por minha revolta contra Deus, mas porque _embora ainda não soubesse latim _sabia que o que quer que o velhíssimo frei Gábor proferisse, definitivamente, não era nem latim, nem grego, nem a língua do Diabo que o carregue!...
As missas por sua vez, representavam um novo esforço de papai para nos manter católicos. Antes, chamávamos um padre apenas em ocasiões especiais. Era mamãe quem nos lia a Bíblia e ensinava o evangelho. Com sua conversão aos luteranos, porém, papai passou a trazer frei Gábor para rezar as missas aos domingos. Não demorou para que ele decidisse manter um padre de vez no castelo. Pediu então ao abade do mosteiro franciscano vizinho para enviar um de seus frades para exercer as funções de padre e professor. Foi assim que frei Emil chegou em nosso castelo. Quando os portões do castelo se abriram, rudes e pesados, e vi surgir sua figura baixa, gorducha e sorridente, abri um largo sorriso. O amei imediatamente. Frei Emil estava sempre alegre e espirituoso. Fizemos amizade imediata. Eu simplesmente o perseguia o dia todo. Onde quer que ele estivesse, lá estava eu, agarrada à sua mão... ou à sua batina.
_Venha minha pequena pupila! _costumava dizer quando estendia a mão para seguir com ele.
Lembro que papai chegou a ficar com ciúmes:
_Você pode largar o frei pelo menos um segundo? _se queixou uma vez.
Nicolae também se queixava dele: "_Essa senhora de batina!..." _zombava quando tinha de ir para as aulas. De fato, seu jeito efeminado era notório. Isso de forma alguma me aborrecia. Ao contrario, aproveitava ao máximo seu lado maternal. Uma vez porém, o deixei muito desconcertado. Pegara o costume de procurá-lo a qualquer hora e, uma noite, fui até a capela, para que explicasse como se pronunciava uma palavra em latim. Lá chegando, não o vi na sala principal, por isso fui direto à sacristia. Abri a porta sem bater e flagrei-o em delito carnal. Ele estava com a batina levantada, montando Andrei, o cavalariço, por trás. Este por sua vez, encontrava-se absolutamente nu, gemendo em falsete e requebrando-se feito uma prostituta ordinária. Seus gemidos se misturavam aos de frei Emil que, para meu espanto e riso, trazia uma vela enfiada entre as nádegas gordas. Não resisti e comecei a rir. Os dois deram um salto de susto e arregalaram os olhos para mim, como se eu fosse o próprio demônio. Eu por meu lado, apenas me curvava de tanto rir daquela patuscada. Os dois rapidamente se desataram. Com as mãos trêmulas e aparvalhadas, frei Emil não sabia se tapava o rosto, ou se tirava a vela do traseiro. Andrei se vestia rapidamente, como uma mulher envergonhada. Mal se recompuseram, frei Emil tentou contornar com o rosto e os olhos vermelhos:
As missas por sua vez, representavam um novo esforço de papai para nos manter católicos. Antes, chamávamos um padre apenas em ocasiões especiais. Era mamãe quem nos lia a Bíblia e ensinava o evangelho. Com sua conversão aos luteranos, porém, papai passou a trazer frei Gábor para rezar as missas aos domingos. Não demorou para que ele decidisse manter um padre de vez no castelo. Pediu então ao abade do mosteiro franciscano vizinho para enviar um de seus frades para exercer as funções de padre e professor. Foi assim que frei Emil chegou em nosso castelo. Quando os portões do castelo se abriram, rudes e pesados, e vi surgir sua figura baixa, gorducha e sorridente, abri um largo sorriso. O amei imediatamente. Frei Emil estava sempre alegre e espirituoso. Fizemos amizade imediata. Eu simplesmente o perseguia o dia todo. Onde quer que ele estivesse, lá estava eu, agarrada à sua mão... ou à sua batina.
_Venha minha pequena pupila! _costumava dizer quando estendia a mão para seguir com ele.
Lembro que papai chegou a ficar com ciúmes:
_Você pode largar o frei pelo menos um segundo? _se queixou uma vez.
Nicolae também se queixava dele: "_Essa senhora de batina!..." _zombava quando tinha de ir para as aulas. De fato, seu jeito efeminado era notório. Isso de forma alguma me aborrecia. Ao contrario, aproveitava ao máximo seu lado maternal. Uma vez porém, o deixei muito desconcertado. Pegara o costume de procurá-lo a qualquer hora e, uma noite, fui até a capela, para que explicasse como se pronunciava uma palavra em latim. Lá chegando, não o vi na sala principal, por isso fui direto à sacristia. Abri a porta sem bater e flagrei-o em delito carnal. Ele estava com a batina levantada, montando Andrei, o cavalariço, por trás. Este por sua vez, encontrava-se absolutamente nu, gemendo em falsete e requebrando-se feito uma prostituta ordinária. Seus gemidos se misturavam aos de frei Emil que, para meu espanto e riso, trazia uma vela enfiada entre as nádegas gordas. Não resisti e comecei a rir. Os dois deram um salto de susto e arregalaram os olhos para mim, como se eu fosse o próprio demônio. Eu por meu lado, apenas me curvava de tanto rir daquela patuscada. Os dois rapidamente se desataram. Com as mãos trêmulas e aparvalhadas, frei Emil não sabia se tapava o rosto, ou se tirava a vela do traseiro. Andrei se vestia rapidamente, como uma mulher envergonhada. Mal se recompuseram, frei Emil tentou contornar com o rosto e os olhos vermelhos:
_Irina... meu amor!... Por favor... Esqueça o que viu!... Eu lhe rogo, pelo amor de Deus!...
Eu, no entanto, mal conseguia ouvi-lo, mas apenas rir. Andrei, por sua vez, retirou-se sem demora. Porém, não sem antes fazer o sinal da cruz, apalermadamente, diante do altar, o que me provocou mais gargalhadas. Quando me acalmei mais, sentei-me com frei Emil para conversar.
_Irina... _começou ele com o rosto vermelho _Tenho de explicar a você... algumas coisas... sobre a carne...
_Irina... _começou ele com o rosto vermelho _Tenho de explicar a você... algumas coisas... sobre a carne...
_Não precisa!... _acalmei-lhe sorrindo e acariciando-lhe a face gorda.
Ele pôs suas mãos gorduchas sobre a minha e começou a soluçar, envergonhado. Enxuguei as lágrimas de seu rosto e o abracei. Naquela noite, fizemos um pacto: eu jamais revelaria o seu segredo e, em troca, ele me ensinaria latim e grego. Nossa amizade se fortificou mais que nunca. Eu era sua pequena confidente e amiga e não mais o assustava quando chegava. Agora dava três batidas leves na porta para ele saber que eu havia chegado: "toc-toc-toc... _Frei Emil... sou eu!..." _Do outro lado da porta, eu ouvia o barulho ritmado de Andrei a castigar-lhe convictamente as entranhas. Quando eles se demoravam muito, eu simplesmente pedia:
_Frei... minha aula!...
_Calma, Irina... oooorr... meu amor... Já estamos terminando!... _respondia ele chacoalhando, enquanto o som de suas carnes ressoava contra as coxas e os quadris magros de Andrei, plof-plof-plof...
A sodomia não me espantava mais. Aliás, nada que fosse contrário as leis de Deus, que para mim não passava de um egoísta e impiedoso senhor de almas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário