
A partir daquela tarde, perdi totalmente o respeito e mesmo o afeto por minha mãe. Não contei nada a papai, pois sabia que seria a minha palavra contra a dela. Mas não dei mais à ela nenhuma satisfação do quer que fosse. Não lhe dirigia mais a palavra, não olhava mais em seu rosto, não lhe acatava mais nenhuma ordem e, se ela insistisse, deixava clara a minha posição:
_Não devo respeito a você!...
Consciênte do que fizera e temendo que a delatasse a papai, ela era obrigada a engolir. Por isso, passou a me evitar também. Vivíamos em espaços bem delimitados, eu em meu quarto, na capela e lá fora, colhendo flores e vendo os rebanhos de ovelhas. Ela em seu quarto, na sala de jantar, em sua sala de reuniões e, ocasionalmente, na cozinha. Como tinha de cuidar da jovem Greta, encontrava motivos para se ocupar e ficar longe de mim. Para evitá-la ainda mais, passei a fazer minhas refeições junto com frei Emil, na capela, ou em seu modesto aposento. Ele e Andrei estabeleceram uma espécie de concubinato. O cavalariço deixou de dormir na estrebaria, para acomodar-se em sua cela. Para que ninguém percebesse seu contrato conjugal, frei Emil delegou a ele as funções de coroinha e sacristão.
Com o coração explodindo de repulsa, contei a frei Emil o que presenciara. Ele prometeu guardar segredo de confissão e tentou me acalentar.
_Calma, meu amor!... Calma!... Sempre estarei aqui para você, sempre... _dizia passando a mão carinhosamente em meus cabelos, como uma tia amorosa. Enquanto isso, eu chorava a ira que me consumia, com a cabeça pousada em seu ombro.
O incidente mudara completamente minha personalidade, sentia-me emancipada. Não apenas da autoridade materna, mas de toda a moralidade que ela representava. Não temia mais nenhum mandamento, nenhum Céu, nenhum Inferno. Mas do que nunca, Deus não era o meu senhor. Suas leis não eram por mim consideradas. O que norteava minha conduta era a paixão. A paixão que sentia por meu pai, a paixão que sentia por meu clã, a paixão que sentia por frei Emil, a paixão que sentia... por mim!...
Paixão, era tudo o que importava e, mais que nunca, apaixonei-me por meu pai. Detestava vê-lo recreando com as criadas. Ele e mamãe não dormiam mais no mesmo quarto. Suas divergências se tornaram inconciliáveis. Para piorar, conde Vladmir passou a nos visitar com frequência. Porém agora, ao contrário do que acontecia antes, papai não se mostrava altivo e resoluto contra ele. Como viria a me revelar mais tarde, o motivo desta mudança era um só: o conde havia usado de sua influência para que ele não fosse enforcado por sua participação na revolta. Em troca, deveria entregar a mim!... como esposa para Ferencz.
_Eu não tinha escolha... _ainda lembro de papai contando. _Teimar e morrer seria pior, o conde se apossaria de você pela força. Talvez matasse seus irmãos ao fazer isso. Na condição em que me encontrava naquele momento, esperava apenas pelo pior. Passei dez dias no calabouço do quartel da guarda de Gyulafehérvár, em uma cela pequena, úmida e apertada, junto com mais vinte companheiros. Não víamos a luz do sol... apenas o clarão das tochas, quando os soldados vinham pegar dois de nós para serem enforcados. Era assim... de dois em dois, todo santo dia. Nossa alimentação era pão e água. O carcereiro se apiedou de nós e, vez ou outra, passou a trazer um naco de carne de porco seca, para repartirmos entre nós todos. Dormíamos mal, tanto por não podermos nos acomodar direito, quanto por não sabermos quando era noite ou dia. A maior parte do tempo passávamos acordados, conversando, especulando sobre quem seria o próximo a ser levado para morrer. Questionávamos se iríamos para o Céu, ou para o Purgatório, pois o lugar onde estávamos já era inferno suficiente para pagarmos muitos e muitos pecados!...
Ele tossiu um instante e prosseguiu:
_Eu e Roland fomos os últimos a deixar a cela. Eu porém, fui levado por outro corredor. Jogaram um balde d'água sobre meus pés e esfregaram minhas botas com uma vassoura.
_Você não pode entrar na sala do capitão com as botas imundas de merda! _disse o carcereiro.
Fui conduzido então até a sala do capitão, onde conde Vladimir me aguardava sentado à mesa. Tivemos uma longa e exaustiva conversa. Concordei em entregar você, mas pelo menos conseguiu que ele me concedesse o prazo de um ano. Aleguei que precisava deste tempo para angariar seu dote. Uma vez que tudo fora acertado, fui levado para fora, para ser libertado. Ao passar pelo corredor, olhando pela janela, ainda pude ver Roland sendo enforcado, com o povo gritando contra ele...
Quando papai terminou de contar eu chorava, abraçada a ele. Ele estava isolado e melancólico. Passou a afogar-se no vinho. Sua situação piorava a cada dia. Por isso, para não vê-lo soçobrar, decidi dar o que lhe faltava: uma mulher! E eu seria esta mulher! Não me prendiam mais os arreios da moral. Cuidar de papai era só o que me importava. Daria a ele meu corpo, meu carinho, minha devoção!...
_Eu não tinha escolha... _ainda lembro de papai contando. _Teimar e morrer seria pior, o conde se apossaria de você pela força. Talvez matasse seus irmãos ao fazer isso. Na condição em que me encontrava naquele momento, esperava apenas pelo pior. Passei dez dias no calabouço do quartel da guarda de Gyulafehérvár, em uma cela pequena, úmida e apertada, junto com mais vinte companheiros. Não víamos a luz do sol... apenas o clarão das tochas, quando os soldados vinham pegar dois de nós para serem enforcados. Era assim... de dois em dois, todo santo dia. Nossa alimentação era pão e água. O carcereiro se apiedou de nós e, vez ou outra, passou a trazer um naco de carne de porco seca, para repartirmos entre nós todos. Dormíamos mal, tanto por não podermos nos acomodar direito, quanto por não sabermos quando era noite ou dia. A maior parte do tempo passávamos acordados, conversando, especulando sobre quem seria o próximo a ser levado para morrer. Questionávamos se iríamos para o Céu, ou para o Purgatório, pois o lugar onde estávamos já era inferno suficiente para pagarmos muitos e muitos pecados!...
Ele tossiu um instante e prosseguiu:
_Eu e Roland fomos os últimos a deixar a cela. Eu porém, fui levado por outro corredor. Jogaram um balde d'água sobre meus pés e esfregaram minhas botas com uma vassoura.
_Você não pode entrar na sala do capitão com as botas imundas de merda! _disse o carcereiro.
Fui conduzido então até a sala do capitão, onde conde Vladimir me aguardava sentado à mesa. Tivemos uma longa e exaustiva conversa. Concordei em entregar você, mas pelo menos conseguiu que ele me concedesse o prazo de um ano. Aleguei que precisava deste tempo para angariar seu dote. Uma vez que tudo fora acertado, fui levado para fora, para ser libertado. Ao passar pelo corredor, olhando pela janela, ainda pude ver Roland sendo enforcado, com o povo gritando contra ele...
Quando papai terminou de contar eu chorava, abraçada a ele. Ele estava isolado e melancólico. Passou a afogar-se no vinho. Sua situação piorava a cada dia. Por isso, para não vê-lo soçobrar, decidi dar o que lhe faltava: uma mulher! E eu seria esta mulher! Não me prendiam mais os arreios da moral. Cuidar de papai era só o que me importava. Daria a ele meu corpo, meu carinho, minha devoção!...
Não foi difícil encontrar oportunidade para isso. Nicolae e Greta passaram a ocupar o quarto onde antes dormíamos eu e minhas irmãs. Possuíamos três quartos de hóspedes, papai estava ocupando um e eu o outro, logo ao lado. Os quartos de hóspedes ficavam a meio caminho da sala de reuniões, o que me dava uma dupla oportunidade, caso ele estivesse lá.
E foi o que aconteceu, em nossa primeira vez. Uma noite, tão logo ele entrou em sua sala e começou a se encher de vinho, entrei em seguida. Fui vestida da maneira apropriada, com uma camisola de seda carmesim, muito fina, vaporosa, que ganhara de presente de Vladia, como estímulo para que me casasse. O leve tecido mostrava todas as delícias de meu corpo, já absolutamente definido. Trazia meus cabelos ruivos soltos e meu corpo banhado e perfumado. Ao me ver, ele se espantou:
E foi o que aconteceu, em nossa primeira vez. Uma noite, tão logo ele entrou em sua sala e começou a se encher de vinho, entrei em seguida. Fui vestida da maneira apropriada, com uma camisola de seda carmesim, muito fina, vaporosa, que ganhara de presente de Vladia, como estímulo para que me casasse. O leve tecido mostrava todas as delícias de meu corpo, já absolutamente definido. Trazia meus cabelos ruivos soltos e meu corpo banhado e perfumado. Ao me ver, ele se espantou:
_Irina, vá dormir, está tarde!...
Não respondi nada, apenas me aproximei e sentei em seu colo, abraçando-o. Deitei minha cabeça em seu ombro e disse o mesmo que dizia em criança:
_Estou com medo, não consigo dormir...
_Irina... você não é mais uma criança... Está com medo de quê?... _respondeu ele me abraçando e ainda tentando ser apenas um pai.
_Tenho medo de lhe perder... _respondi chorando, com a voz sumida e embargada.
Ela não resistiu à minha carência, passou a mão em minha coxa e beijou-me no rosto e na testa. Notei que seus instintos conflitavam, de um lado, o pai, do outro, o homem. Mudei então de posição, sentando-me de frente para ele, com as pernas abertas, encaixando-me em seu colo. Agarrei-me nele, como fazia quando criança. Senti ele estremecer, quando meus seios tocaram seu peito forte. Pousei minha cabeça novamente em seu ombro, carente, pueril. Ele não podia escapar ao meu calor, à maciês de meu corpo, ao meu perfume. Seus olhos não conseguiriam fugir de minhas pernas, de minhas coxas. Sentiria meus cabelos macios em qualquer movimento que fizesse. Estava preso, enredado.
_Irina... vá para cama dormir... _tentou argumentar carinhosamente.
_Não quero... Só for com você... _respondi manhosa.
Seu corpo não resistiu e respondeu com uma poderosa ereção. A senti inchar sob minha vulva, debaixo de suas calças. Vendo-o traído por seus instintos, olhei-o nos olhos e o beijei. Ele não resistiu mais, abraçou-me com força e devorou minha boca. Seu hálito de vinho me excitou e comecei a me esfregar em seu colo, em seu membro. Derretia-me entre as pernas. Ele então apalpou minhas coxas com vontade, com gula. Suas mãos grossas não me respeitavam mais.
Ele então deitou-me na mesa, como se fosse sua caça. Mordeu e beijou minhas coxas com avidez e perdeu-se no fogo entre minhas pernas. Alimentava-se de minha vulva com muita fome e eu me derretia vertendo todo mel que ele queria, que ele precisava. Arqueava-me em arrepios. Sentia-me mulher, fêmea, deusa!... Era criança e senhora ao mesmo tempo.
Ele então subiu comendo-me a barriga, afundando-se em meu umbigo, até chegar aos meus seios, que abocanhou com a volúpia dos recém-nascidos. Mamou-os como se fossem duas frutas saborosas. Escalou então então, em carícias, o meu pescoço, até alcançar novamente minha boca. Enquanto me beijava, senti-o abrir as calças. Com o membro já liberto, invadiu-me profundamente.
_Aah!!!... _gritei, quando meu selo se rompeu.
Ele urrava feito um animal descontrolado, enquanto me possuía. Não tardou muito, senti seu membro bombear dentro de mim. Alcancei o êxtase neste momento. Estava consumado! Lot perdera-se na caverna.
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