
Castelo Bran, em Brasov, Transilvânia, Romênia.
A viagem para o castelo de Oanna foi relativamente longa. Fomos para Brasov, chegamos pouco antes o amanhecer. Fiquei admirada com a beleza do edifício. Suas sólidas paredes brancas, seus telhados vermelhos e suas torres de tetos pontiagudos, que se elevavam solenes para o céu, deixavam claro que ali deveria ser a morada de um príncipe. Para além disso, ele se erguia ao alto de uma colina que só permitia uma única entrada, acessada por um caminho tortuoso e íngreme. De resto, à sua volta havia apenas desfiladeiros.
Mal chegamos em frente ao portão, este foi aberto, como se já soubessem de nossa chegada. Entramos e, tão logo o cocheiro parou os cavalos, saltou e foi abrir a porta da carruagem. Ajudou Oanna a descer, porém, quando chegou minha vez, ela o deteve com um leve gesto de mão e disse em romeno:
_Pode deixar, Petre!...
Em seguida, ela mesma deu-me a mão para que descesse. Atravessamos então o pátio e entramos. Tão logo transpus a porta, com um rápido olhar, notei que todas as janelas possuíam belíssimas cortinas, que já haviam sido cuidadosamente fechadas. Uma jovem criada de olhos vivos e sorriso meigo, se aproximou de nós e falou educadamente em romeno:
Mal chegamos em frente ao portão, este foi aberto, como se já soubessem de nossa chegada. Entramos e, tão logo o cocheiro parou os cavalos, saltou e foi abrir a porta da carruagem. Ajudou Oanna a descer, porém, quando chegou minha vez, ela o deteve com um leve gesto de mão e disse em romeno:
_Pode deixar, Petre!...
Em seguida, ela mesma deu-me a mão para que descesse. Atravessamos então o pátio e entramos. Tão logo transpus a porta, com um rápido olhar, notei que todas as janelas possuíam belíssimas cortinas, que já haviam sido cuidadosamente fechadas. Uma jovem criada de olhos vivos e sorriso meigo, se aproximou de nós e falou educadamente em romeno:
_Bom dia!... O quarto já está preparado, senhora. Da forma como a senhora ordenou.
_Obrigada, Sanziana. _agradeceu Oanna.
_Seja bem vinda, marquesa. _saudou-me Sanziana, abaixando levemente a cabeça para frente, deixando alguns cachos de seus cabelos castanhos caírem suavemente. Quase não senti calor em sua respiração, constatando que ela era vampira. Por sinal, todo o ambiente era aquecido essencialmente pelo calor das velas nos castiçais, o que deixou claro que ali habitavam apenas vampiros.
Oanna então indagou à criada:
_E o banho?
_Dorotheea já o preparou. Conduzirei a marquesa até o lavatório. _prontificou-se Sanziana.
_Deixe que eu mesma faço isso. Vá ver se tudo está pronto na cozinha. _dispensou-a Oanna.
_Sim, senhora. _respondeu Sanziana, correndo em seguida para a cozinha.
Oanna me conduziu ao lavatório, onde uma criada grandalhona, aparentando cerca de 40 anos _e que, para meu espanto, notei não ser vampira, pois senti seu calor _já aguardava mergulhando os braços na banheira, para verificar se a temperatura da água estava no ponto certo. Tão logo nos viu, ela já apressou-se em prestar contas:
_O banho está pronto senhora, a água está em boa temperatura. _disse em magiar, com sua voz um tanto grossa.
_Obrigado, Dorotheea. _respondeu Oanna em magiar.
Então, peça por peça, Oanna foi tirando delicadamente minha himation, até deixar-me completamente nua. Em seguida, passando as mãos suavemente por minha cintura, sussurrou em meu ouvido:
_Agora você vai ter o tratamento que merece, minha linda marquesa. Aguardo você na sala de jantar.
Deu-me então um beijo no rosto e apertou suavemente minha cintura. Deslizando as mãos sobre meu corpo, afastou-se e saiu. Dorotheea, com um sorriso um tanto malicioso no rosto, convidou-me gentilmente:
_Venha, minha criança, antes que a água esfrie.
O banho foi muito revigorante, mas não pude deixar de notar o desejo nas mãos quentes da criada, que deslizavam com calma volúpia sobre meu corpo, como que querendo saboreá-lo com seu toque. A espuma do sabão parecia mesmo ser uma grossa baba, que eu imaginava brotar de sua boca. Não havia recanto que suas mãos um tanto pesadas não invadissem, de forma que, em um dado momento, a olhei de cara feia. Ao sentir minha irritação, ela se desculpou:
_Perdoe minha ousadia, jovem marquesa, mas estou acostumada a ser bastante exigente quanto à higiene.
Não lhe respondi nada, apenas virei o rosto e a deixei terminar seu serviço. Porém, mesmo quando me enxugou, ela o fez com um cuidado lento e extremo. Parecia querer apreciar o contorno de cada curva de meu corpo, as pernas, ancas e seios. A seguir, terminou seu ritual lascivo passando-me essência de sândalo. Penso ter sido o momento que ela mais degustou. Pois suas mãos deslizavam sem pudor sobre meus seios, sobre meu sexo e entre minhas nádegas. Para dar por encerrado seu licencioso serviço, deu-me dois tapinhas na nádega direita.
_Pronto, marquesinha, é hora de ir se vestir.
_Pronto, marquesinha, é hora de ir se vestir.
Embrulhou-me com um manto de lã e conduziu-me ao quarto, sempre me tocando na cintura. Lá chegando, a cama já estava arrumada e mais duas criadas já aprontavam uma linda camisola de seda negra. Elas eram tão vampiras quanto Sanziana, seu toque carecia de calor. Olharam para mim e sorriram gentilmente. Dorotheea as apressou, esbravejando em romeno:
_Vamos, suas preguiçosas, vistam logo a marquesa, a condessa a espera para a ceia.
As duas apressaram-se em me vestir. Não eram maliciosas como a Dorotheea, por isso tive coragem de perguntar seus nomes:
_Steliana. _respondeu uma delas, de cabelos castanhos escuros e rosto liso, quase sem sobrancelhas.
_Catalina. _respondeu a outra, de cabelos negros e sobrancelhas grossas, que emolduravam um olhar forte, vivo, quase feroz.
Com uma precisão incrível, elas não só me vestiram, como escovaram meus cabelos, pondo-me bela, ainda que fosse apenas para cear e dormir. Por fim, desci com Dorotheea para a sala de jantar. Oanna me aguardava, sentada à ponta de uma mesa um tanto comprida, feita para receber muitos convidados. Notei que não havia outro prato e talheres, além daqueles que estavam postos à sua frente. Dorotheea me conduziu até bem perto dela, em seguida, pediu licença e deixou a sala. À mesa, estava servido um delicioso leitão assado com frutas. Oanna então enlaçou minha cintura com o braço direito e disse:
_Venha, querida, sente aqui comigo, para conversarmos um pouco e para eu lhe dar de comer.
_Por que quer que sente em seu colo? _inquiri.
_Porque... de hoje em diante, você é minha filha adotiva... Serei sua tutora e sua protetora.
_Por que? _retruquei com secura lacônica.
_Primeiro porque eu jamais deixaria um jóia como você... ficar vivendo como uma vampira de grotões, em meio à floresta e aos rochedos. _respondeu pegando suavemente em meu cabelo _Segundo... porque você é muito poderosa, mas não sabe disso, e eu estou aqui para lhe ensinar tudo sobre si mesma e sua nova condição. E, em terceiro lugar... porque sou a única pessoa que pode realmente ocultá-la de seus perseguidores, ou vai querer esperar por eles na floresta, onde possivelmente já a estão procurando?...
O último argumento foi o que realmente me fez ceder. Meus tios talvez não estivessem tão propensos em vir atrás de mim, mas sei que conde Vladmir estaria e, para isso, contava com um guerreiro tão ferino quanto o melhor cão de caça: Traian. O fato de eu andar a maior parte do tempo à noite, vivendo em grutas, de fato ajudara a me ocultar por um longo tempo, mas agora os ciganos sabiam de minha existência e poderiam me delatar se uma boa quantia em ouro tilintasse à sua frente. Sem alternativas, cedi. Um tanto desolada, sentei no colo de Oanna, sem dizer uma palavra. Ela me acariciou a cintura e me deu um beijo no rosto, como se dissesse "_Boa menina!". Em seguida, começou a me servir.
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