
Uma vez unidas, Oanna começou a me revelar seus segredos. Uma noite, chamou-me e disse que iria me apresentar um exército muito especial. Saímos do castelo, como meras mortais, e adentramos na floresta até o início de um ramal. Sozinhas, de pé, iluminadas apenas pela lua cheia, esperamos por aqueles que Oanna chamou de "exército secreto".
_Quem são? _investiguei.
_Vampiros muito antigos, oriúndos de terras hoje inundadas pelo mar. Vagaram pela terra como bestas durante milênios, até que meu antigo mestre os encontrou e adestrou.
_Quem é seu mestre?
_Um dia você vai conhecê-lo, Eduard de Lancaster.
_É inglês?
_Sim e no momento, infelizmente se encontra em sua terra, longe demais para que possamos visitá-lo.
_Não podemos visitá-lo no mundo dos mortos?
_Não, ele bloqueou qualquer acesso que eu pudesse ter a ele, disse que não quer ser perturbado por minha impertinente presença por pelo menos um século.
Não pude conter o riso. Porém, um ligeiro tremor do solo, podou-me o senso de humor. Os relinchos lúgubres do que pareciam ser cavalos enlouquecidos, começaram a surgir pouco a pouco do interior da floresta, assim como o som de muitos cascos. Como uma tempestade que se aproxima, o ruído foi aumentando, assim como o tremor. De repente, como bizarros vagalumes, pontos vermelhos em parelhas começaram a despontar em meio a escuridão. Com sua aproximação, as formas de cavalos e medonhos cavaleiros de pele cinzenta foram se definindo. Eles traziam chapéus de abas largas sobre as cabeças e longas capas sobre seus ombros. Quase não acreditei que fossem frear quando pararam diante de nós, parecia mesmo que iam nos esmagar sob os cascos de seus corcéis. Eram quatro vampiros imensos, grandes e fortes como ursos. Seus rostos rudes traziam dentes longos e pontiagudos se projetando para fora dos lábios, seus olhos vermelhos brilhavam como brasas na escuridão. Reparei nos cavalos e noteis que seus olhos estavam com as pupilas reviradas, mostrando apenas o branco. Estavam como que possuídos.
_Quem é seu mestre?
_Um dia você vai conhecê-lo, Eduard de Lancaster.
_É inglês?
_Sim e no momento, infelizmente se encontra em sua terra, longe demais para que possamos visitá-lo.
_Não podemos visitá-lo no mundo dos mortos?
_Não, ele bloqueou qualquer acesso que eu pudesse ter a ele, disse que não quer ser perturbado por minha impertinente presença por pelo menos um século.
Não pude conter o riso. Porém, um ligeiro tremor do solo, podou-me o senso de humor. Os relinchos lúgubres do que pareciam ser cavalos enlouquecidos, começaram a surgir pouco a pouco do interior da floresta, assim como o som de muitos cascos. Como uma tempestade que se aproxima, o ruído foi aumentando, assim como o tremor. De repente, como bizarros vagalumes, pontos vermelhos em parelhas começaram a despontar em meio a escuridão. Com sua aproximação, as formas de cavalos e medonhos cavaleiros de pele cinzenta foram se definindo. Eles traziam chapéus de abas largas sobre as cabeças e longas capas sobre seus ombros. Quase não acreditei que fossem frear quando pararam diante de nós, parecia mesmo que iam nos esmagar sob os cascos de seus corcéis. Eram quatro vampiros imensos, grandes e fortes como ursos. Seus rostos rudes traziam dentes longos e pontiagudos se projetando para fora dos lábios, seus olhos vermelhos brilhavam como brasas na escuridão. Reparei nos cavalos e noteis que seus olhos estavam com as pupilas reviradas, mostrando apenas o branco. Estavam como que possuídos.
_Te saudamos, ó Oanna! _disse o que parecia ser o líder deles, tirando o chapeu e curvando a cabeça. Sua voz era soturna e muito grave, como um trovão. Seu sotaque era muito estranho. Todos os outros cavaleiros repetiram seu gesto.
_Grata, Ion! _respondeu Oanna altivamente.
Estranhando minha presença, os outros cavaleiros olhavam para mim como feras que têm seu território invadido. Oanna, no entanto, apressou-se em me apresentar:
_Antes que eu me esqueça, esta é Irina, minha pupila e protegida. Ela é uma de nós. Vem de uma família de alta estirpe, possui palavra e honra. Podem confiar nela.
_Te saudamos, Irina! _saudou-me Ion, da mesma forma como fez à Oanna._Grata por conhecê-lo, bravo Ion! _respondi.
Ao verem o gesto de seu líder, todos os outros também me saudaram. Oanna então se apressou em perguntar ao seu terrível criado:
_Há paz em minhas terras?_Sim, Oanna. Apenas encontramos alguns salteadores, mas já fizemos deles nosso repasto. _respondeu estendendo a mão a um de seus monstruosos colegas, que imediatamente mostrou um colar com quatro crânios, ainda manchados de sangue.
Oanna sorriu com satisfação e recomendou-lhe:_Ótimo! Observem também se não há animais ferozes rondando o rebanho dos pastores, não quero que eles percam seus cordeiros e suas vidas.
_O último lobo que vimos, já está em nossos estômagos! _assegurou Ion.
_Perfeito! Vou abrir o castelo ao povo semana quem vem. Na última vez, não recebi queixas, apenas pedidos corriqueiros e presentes.
_Demos cabo de todos os arruaceiros, como você pediu, Oanna. O assassino do oleiro já nos serviu com seu sangue. O farejamos até seu esconderijo, em uma cabana no meio da floresta. Bebemos todo seu sangue e o devoramos até a medula. Aqui está o dinheiro que ele roubou do oleiro... _e estendeu uma pequena e rude sacola.
Oanna pegou a sacola, abriu-a e verificou o dinheiro. Sorriu e em seguida agradeceu:
_Muito bom! A velha Alina gostará de saber que seu marido foi devidamente vingado e que o dinheiro roubado foi devolvido.
O vampiro grandalhão sorriu com o reconhecimento de sua ama, mostrando suas presas assustadoras. Oanna então questionou:
_E meu informante, por que não está aqui?
_Ele está no norte. Mandou avisar à senhora que se apresentará em seu castelo ainda na primavera.
_Assim espero. Da última vez, ele apareceu somente no meio do verão, aquele malandro. Desta vez, se ele não se apresentar até o fim da semana que vem, pode trazê-lo amarrado sobre seu ombro.
_Com toda certeza, senhora. _respondeu o gigante, com um leve riso sarcástico nos lábios, mostrando suas assustadoras presas.
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