
No dia seguinte, não quis saber de meios termos com Oanna:
_Então Dimitru é seu espião, não é?Sentada à mesa, comendo, ela calmamente respondeu:
_Ouvindo atrás das portas?
_Tenho motivos para isso, não esperava encontrar Dimitru aqui. Principalmente não esperava que ele e você fossem tão íntimos.
_Sim, somos. Fui eu quem o lançou na maldição.
_Então é você! A nobre de quem ele falou! _surpreendi-me.
_Sim, e não fiz a ele mais que um favor. Dimitru não passava de um bardo bêbado, que estava prestes a morrer tísico. Porém, gostei muito de sua música e precisava de alguém que conhecesse cada recanto desta região. Sua morte seria um desperdício.
_Mas ele... Ele me disse que a vampira que o amaldiçoou...
_Morreu na mão dos ciganos! _cortou-me ela. _Sim, ele criou esta estória. E fez muito bem! E digo a você que eu o mataria pessoalmente se ele revelasse minha natureza a alguém! Mesmo a outro vampiro!
Perplexa com tudo aquilo, provoquei:
_E quem, ou o que é você? O que quer controlando...
_Vampiros?!... _cortou-me novamente _Controlando mortos-vivos?!... Viver! Viver novamente! Viver com honra! Com dignidade! Como sempre vivi! Sou uma nobre! Jamais abandonarei o meu feudo! A minha casa!... Nem que meu exército seja feito de vampiros! De amaldiçoados mortos-vivos como eu!...
Calei-me. Tudo então estava muito claro. Ela então prosseguiu:
_Dimitru não foi o primeiro vampiro a quem arregimentei. Antes dele, conheci Ion e muitos outros. E quem eram os vampiros? Os tenebrosos vampiros! Rah! _zombou _Um bando de semi-mortos famintos! Frágeis! Que temiam a claridade e morriam na mão de pastores! Pastores!!!...
Pôs então as mãos sobre a cabeça, balançou-a negativamente e abriu um sorriso decepcionado. Jogou então as mãos sobre as coxas e continuou:
_Mas que tinham poderes extraordinários! Poderes desconhecidos... Mesmo para eles mesmos... Poderes que "eu!" _apontou para o peito _poderia usar! Poderes que eu poderia ensinar!... Como estou ensinando a você!... _concluiu apontando para mim.
Mantive meu silêncio. Ela continuou seu desabafo:
_Quer saber como amaldiçoei Dimitru? Vou lhe contar! Foi fácil! Simplesmente o embebedei, fingi querer seduzi-lo e o mordi... Simples assim! E confesso que foi horrível! Não há nada pior que o gosto do sangue de um bêbado! Isso foi há 90 anos, durante a festa que realizei para comemorar a morte de Drácula. Que festa maravilhosa! _riu com desdém.
_Não me interessam suas festas! _desdenhei _Minha família está em perigo e eu estou aqui, aprisonada neste seu bordéu, sem fazer nada!
_E o que pretende fazer?! Ir se unir à sua família, revelar que é uma vampira?!
_Não preciso revelar que sou vampira, basta dizer que fugi do castelo de meu tio! _rebati.
_Sim e vai dizer que foi para onde este temo todo, se esconder no Cheile, feito um bicho?!
_Posso dizer que fugi para cá!
_Sim, para os braços da condessa lesbiana! _gargalhou em seguida _Para ser mais uma de suas meretrizes! Oh, o que será que vão pensar da filha do marquês de Somlyó?! Então é este o dote das filhas da honrada nação székely?
_Cale a boca!!!... _descontrolei-me.
_Cale a boca você! _rosnou Oanna. _Deixe de ser uma menina idiota! Todo meu esforço até agora foi de lhe proteger do pior. Quer mesmo ser difamada?! Pior! Morrer com uma estaca no peito?!...
_Não me interessam suas festas! _desdenhei _Minha família está em perigo e eu estou aqui, aprisonada neste seu bordéu, sem fazer nada!
_E o que pretende fazer?! Ir se unir à sua família, revelar que é uma vampira?!
_Não preciso revelar que sou vampira, basta dizer que fugi do castelo de meu tio! _rebati.
_Sim e vai dizer que foi para onde este temo todo, se esconder no Cheile, feito um bicho?!
_Posso dizer que fugi para cá!
_Sim, para os braços da condessa lesbiana! _gargalhou em seguida _Para ser mais uma de suas meretrizes! Oh, o que será que vão pensar da filha do marquês de Somlyó?! Então é este o dote das filhas da honrada nação székely?
_Cale a boca!!!... _descontrolei-me.
_Cale a boca você! _rosnou Oanna. _Deixe de ser uma menina idiota! Todo meu esforço até agora foi de lhe proteger do pior. Quer mesmo ser difamada?! Pior! Morrer com uma estaca no peito?!...
_Não posso ficar aqui parada, acovardada!... _rebati furiosa, com lágrimas nos olhos.
_Não quero que seja acovarde!... _vociferou Oanna.
Em seguida, parou um instante, fechou os olhos, respirou fundo, acalmou-se e propôs:
_Se aceitar minha orientação, poderá agir contra os inimigos de sua família... da forma correta.
Em seguida, parou um instante, fechou os olhos, respirou fundo, acalmou-se e propôs:
_Se aceitar minha orientação, poderá agir contra os inimigos de sua família... da forma correta.
_E por que me ajudaria? Até agora seu único interesse em mim foi meu corpo! _respondi com lágrimas nos olhos.
_Talvez, Irina... Talvez!... Porém, você deve considerar que não tem outra alternativa, senão aceitar minha ajuda. Desconfie você dela, ou não!...
Solucei cheia de raiva. Mas enxuguei os olhos e inquiri:
Solucei cheia de raiva. Mas enxuguei os olhos e inquiri:
_E o que vai fazer, por seu exército de vampiros contra os soldados de conde Vladmir?
_Também!... Mas não de forma frontal! Isso seria um erro! E sim por escaramuças. Fora isso, posso treinar você. Penso que esteja enferrujada na espada, sei que seu pai lhe treinou. _persuadiu.
_Você sabe lutar espada?... _investiguei.
_Sim, comecei a aprender para combater Drácula. De lá para cá... evolui muito. _gabou-se.
_Quando podemos começar?
_Hoje mesmo, chamo meus melhores homens e vamos para meu salão de treinamento.
_Quero agora! _apressei-me.
_Pois que assim seja! _arrematou Oanna.
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